Sexta-feira, Março 12, 2004

País com visão. 

No meio de todas estas desgraças dos atentados terroristas,
Portugal foi o único país com visão. Ao aperceber-se que a Al-Qaeda
ataca sempre aos dias 11, marcou o início do Euro para dia 12/Junho.
Isto é que é saber jogar na antecipação, não acham?

Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

Don't read. 

Uma vez é brilhante. Duas, bom, duas pode ser coincidência. Agora, quatrocentas e vinte e oito vezes depois, já chega!
Quando Charles Inge, então a liderar os destinos criativos da Lowe Howard-Spink de Londres, escreveu o script do filme “Litany” para o jornal The Independent, provavelmente estaria longe de imaginar que acabava de inaugurar o estilo de locuções para spots TV mais usado e repetido de sempre, excluindo aqui, e obviamente, a demonstração da eficácia dos produtos da Lever.
Estaria a milhas, presumo, de supor que aquela cadência de palavras seguidas, rimas bonitas e sonoridade agradável faria escola.
E bastam 10 minutinhos de intervalo num qualquer canal para o comprovar, tal é a enxurrada de anúncios com esta estrutura.
Ele são os telemóveis para os que falam pouco, para os que falam muito, para os despachados, para os demorados, para os simples e para os complicados, ele é o viver que é pular, que é sorrir, que é escrever palavras numa árvore, que é gritar quando ele diz sim, que é fazer uma tatuagem no braço, na perna, nas costas e sei lá mais onde, ele são as super ondas, as super festas, as super gargalhadas, as super noitadas, os super amigos, as super surfadas e tudo o mais que se lembrarem, ele é o ligar às paixões, aos encantos e às emoções, às conversas de rua, dos vizinhos e da sua, aos encontros e desencontros, às palavrinhas e aos palavrões, enfim. Os exemplos são tantos que o leitor, sem esforço, identificará mais uma boa dezena deles do mesmo género.
O que me leva a constatar que a preocupação, nos dias que correm, é muito mais com a forma, que com o conteúdo. E isto assusta-me. Mais a mais quando ele, o supracitado, cuja autoridade, penso eu de que, está acima de qualquer suspeita, terminava o anúncio com um lacónico: “Don’t buy. Don’t read.”

Segunda-feira, Janeiro 19, 2004

É oficial. 

Até os mais distraídos já repararam, decerto, como vamos assistir - daqui até ao Verão - no corropio de patrocinadores, marcas, serviços e produtos oficiais do Euro 2004. Ontem, reparei num outdoor que - por uma questão de economia de ideias ou falta de algo suficientemente interessante para dizer – tinha inscrita a seguinte mensagem: Navigator. O papel de escritório oficial do Euro 2004. E eu, que tenho esta cómica mania de pensar nas coisas e pior, tentar percebê-las, dou comigo a imaginar: “papel de escritório oficial”??? Será que também existe a esferográfica oficial do Euro? Ou o arranca-agrafes oficial? Isto, claro, já para não falar na fita-cola ou no afia-lápis oficial. Eu, se fosse director de marketing da Renova, aproveitava a deixa e negociava já o exclusivo do papel higiénico oficial. Assim como assim, ninguém garante que a Selecção não vai fazer uma cagada, né?

Terça-feira, Dezembro 23, 2003

Margarida Rebelo Pinto e o futebol 

Antes do mundial de 2002,
a ultima vez que o Brasil tinha ganho
o mundial tinha sido em 1994.
E a ante-penúltima vez foi em 1970.
Se adicionarmos 1994 + 1970 = 3964.

A ultima vez que a Argentina ganhou
o mundial foi em 1986.
E a penúltima vez foi em 1978.
Se adicionarmos 1986 + 1978 = 3964.

A ultima vez que a Alemanha ganhou o mundial foi em 1990.
A penúltima vez foi em 1974.
Se adicionarmos 1990+1974 = 3964.

Sendo assim, o Brasil só voltou a ganhar porque
já tinha ganho em 1962. E vejamos:

3964 - 2002 = 1962

Agora diga lá, Margarida, querida: ainda acha que não há coincidências???

Segunda-feira, Dezembro 22, 2003

Cada vez há menos papel. 

Tenho recebido, nos últimos anos, dezenas de convites para as mais variadas situações. De festas a exposições, de inaugurações a vernissages, enfim. Até aqui, normal. O que não é normal é o meio em que cada vez mais os tenho recebido: por correio electrónico. E de cada vez que os recebo, penso: é suposto eu imprimir isto? e levar ao porteiro do Lux ou entregar à porta da festa da Cordoaria uma folha de papel A4 de 80 gramas impressa a jacto de tinta cujo tinteiro da cor já está mais para lá que para cá e que, por forretice (e também por causa da crise) ainda não troquei? É que pode sempre dar-se o caso das cores não sairem bem como no jpeg do mail e aí, parece que já estou a ver o porteiro, com aquele ar de entendido a analisar a gramagem do papel, a quadricomia da minha impressora e a inquirir-me: Ouça lá: isto não é papel fotográfico, ou é? E onde é que foi desencantar estas dimensões? É para economizar papel??? E eu respondo: isso pergunto-lhe eu, meu amigo, isso pergunto-lhe eu...



Segunda-feira, Dezembro 15, 2003

Contra factos não há argumentos. 

Os americanos mandaram centenas de milhares de soldados, toneladas de
material bélico, os melhores agentes dos seus serviços de informação e, em 8
meses, pouco mais conseguiram que ocupar parte do terreno. Os Tugas mandaram
meia duzia de geninhos e em 15 dias já apanharam o Sadam. Essa é que é essa.

Quarta-feira, Dezembro 03, 2003

Foi você que pediu... a continuação do Papa? 

A notícia tem caracter de novidade, (como se o fosse realmente): o jornal a Bola noticia hoje que as assinaturas já reunidas para Pinto da Costa se re-re-re-re-re-re-re-re-re-candidatar davam, se fosse o caso, para promover a sua candidatura à Presidência da República, uma vez que o mínimo de 7.500 assinaturas exigido pela Constituição da República Portuguesa foi já, e há muito, ultrapassado neste processo que visa convencer o presidente do FC Porto a avançar para o seu nono mandato. Mas há uma coisa que me intriga: a nomeação do Papa não é feita por um colégio de cardeais? Será que há assim tantos altos mandatários do vaticano no Porto? Ou será que já perceberam que não conseguem ser a tal "naçôn", e (como a IURD),decidiram afinal fundar uma "religiôn"? O Bispo Tadeu que se cuide...

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